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segunda-feira, 7 de março de 2011
Arquivos (des)conexos...: O Místico Monte Crista...
Arquivos (des)conexos...: O Místico Monte Crista...: "O Vigia, Monte Crista. Quem vê no Montanhismo algo a mais do que um mero esporte (regado a altas doses de adrenalina e endorfina..."
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Pavor medo e diversão - o antes
Não sei o porquê, mas nesta fase de minha vida tenho me questionado sobre decisões que tomei, é claro que hoje elas ainda surtem efeito, e o hoje, nada mais é do que o reflexo destas escolhas. Mas não é esta questão que estou me referindo, quero saber se o que fiz define realmente o que sou hoje. Será sempre necessário para ao crescimento e a maturidade o cometimento de erros? É isso ao menos o que me dizem hoje.
Eu sabia sempre quando estava prestes a fazer ou tomar a decisão errada. No meu caso, quero dizer não sou produto do meu meio, nasci com defeito, sempre inclinado a fazer o errado. Percebam que era para fazer o errado e não mal, eu não desejava coisas ruins as pessoas, mas achava muito cômico por exemplo desligar relógios de luz das casas por onde passava, nas ruas menos movimentadas das cidades em que morei. Em especial numa destas aventuras, a primeira fora da minha cidade natal, acompanhado por meu irmão, já tínhamos sido comparsas anteriormente.
Quando tivemos de fugir, eu ele e outros amigos da policia militar. Meu irmão que deveria ter dez anos e eu próximo de alcançar meus oito anos de idade. Mesmo menos experiente tinha um talento natural para inventar desculpas. Vimos uma data com monte de terra, que formava uma pequena montanha num terreno vazio e escuro, disse instantaneamente no momento em que vi o as luzes da sirene brilhando na esquina. Eu sabia, o camburão ia virar e entrar na rua em que nos estávamos:
-Vamos entrar aqui e fingir que estamos brincando e cavando buracos nesta terra, suje suas mãos e não diga nada!
Que sensação, medo pavor e diversão, esta mistura era inebriante e contagiava, era uma sensação que começava no estomago, espalhava pelos braços e pernas e acabava na cabeça. O policial rigidamente disse apontando uma lanterna de dentro do camburão:
-Ei! Molecada! O que estão fazendo ai! Venham aqui!
Inocentemente:
-O tio! Agente não sabia que não podia brincar aqui!
- Eu não sou tio! Sou policial!
- O que estão fazendo aqui?
- Brincando seu guarda, naquele monte de terra, fizemos buracos! Amanhã vamos trazer uma pá!
E perguntou o policial:
- Onde vocês moram?
- Logo ali, duas ruas a frente, mas pelo quarteirão de cima.
Decepcionado perguntei
- Agente não pode brincar aqui?
- Meu pai deixou agente brincar aqui.
Quando de repente ele ilumina a calçada, que era de terra e estava com capim a meia altura, com um garoto deitado, que parte em disparada e some por entre casas pulando muros, era o nosso amigo. Mais uma vez aquela sensação passa pelo meu corpo.
Os policiais ficaram sem reação, porque não estavam atentos, disseram que deveríamos ir embora havia uns maloqueiros desligando os relógios daquele bairro e que estava a procura deles, pois teriam de levá-los ao juiz da cidade, que era também o juiz de menores e partiram.
Meu irmão mudo e assustado, disse que quando viu nosso amigo, suas pernas bambearam, me agradeceu, disse que estava com medo e me elogiou, eu havia ganhado o respeito do meu irmão, que anos depois desapontei e marquei profundamente.
Por esta experiência que me marcou profundamente, não podia conjugar corretamente verdadeiro sentido dela e exprimir em palavras aquele misto de pavor medo e diversão, cheguei acreditar que era coragem.
Vi nesta aventura talvez a minha parceria mais fiel, meu sócio meu amigo meu irmão. Embora depois o tenha feito sofrer, apesar disso, este ali para me bater e acordar para a vida quando preciso.
Por isso me questiono isso foi errado, mas foi necessário e nesta ocasião era eu quem estava ali, como raramente aconteceu em minha vida. Essas situações criaram um vinculo com meu irmão, a cumplicidade chegou até o limite, mas ele estava lá, me pendia para o outro lado da balança, nunca dizendo o eu deveria fazer. Ele era o exemplo, que só pude notar quando ele precisou de contra peso nesta balança.
domingo, 23 de janeiro de 2011
O contexto
Hoje é o penúltimo dia do ano de 2010, diante de varias coisas que aconteceram neste ano, sempre quero mais. Cada ano é uma experimentação, erramos e com estes erros procuramos fazer diferente, não necessariamente de forma correta, apenas diferente. O certo e o errado são palavras pesadas, estão em dois extremos dos acontecimentos. O que me pergunto é se experimentei suficientemente, deve-se então refletir, cada um de nós esta pronto a experimentar apenas aquilo que estamos preparados. Este ano estive preparado entre outra coisas, a deixar para trás o que algumas coisas que apesar de velhas e doloridas fazia questão de leva-las comigo. Estive preparado para conhecer, quebrar barreiras e transformar a vida em algo diferente, nem certo e nem errado, apenas diferente.
O que não é diferente em regra é fazer a contabilidade geral, do que foi bom e do que foi ruim. Entendo ser algo muito difícil, pois o que aconteceu de ruim, após a dor inicial tornou-se algo bom e muito valioso que carregarei até que se tornem velhas e doloridas, são as minhas experiências, as mais mal sucedidas que me impulsionaram a crescer.
Tive intensas discussões com um amigo este ano, chegamos a nos evitar por alguns dias porque eu havia sido, um tanto quanto áspero, para não disser agressivo. E ele também, não quero, aqui justificar minhas ações nas ações dele. Mas nossa amizade é algo mais profundo, e vai muito alem de noites de muita diversão ou tapinhas nas costas. Vivemos verdadeiras tempestades, em que um apenas serviu ao outro estando ali, sem palavras muitas as vezes. E esse tipo de amizade comporta discordâncias, diferenças de opiniões e por isso mesmo, por existir a amizade é que me senti à-vontade, de forma enérgica discordar da opinião medíocre do meu amigo, afinal de contas ele é meu amigo, é a única pessoa da qual posso falar mal sem sentir culpa ou remorso algum. Usando inclusive de adjetivos direcionadas a ele como ”vagabundo” e “ignorante”.
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| A foto é apenas ilustrativa |
Estávamos em um restaurante do centro, em um longo balcão em forma da letra “u” sentados em banquetas comendo a melhor esfirra da cidade com refrigerante. No centro antigo quem vem sofrendo nova transformação, porque fica ao lado de um shopping Center, mas continua a abrigar a prostituição, bandidos e drogados da cidade. A decadência não perdeu seu charme. Estávamos lá a aproximadamente dois meses do natal. Provavelmente era uma sexta-feira. Sem grandes perspectivas profissionais, afinal de contas somos profissionais liberais e não sabemos ainda como ganhar dinheiro, sabíamos trabalhar ou pelo menos colocar um terno, e as vezes, para impressionar sei la quem. Embora eu nunca tenha me impressionado com outros novos advogados de terno. Se estivessem em situação parecida com minha, deveriam ter poucos clientes e alguma disposição para se vender. Ou então haviam herdado um “know how”e já trabalhavam em escritórios. No meu caso, já havia entrado em um escritório de advocacia, vez ou outra meu pai me levava em seu escritório, mas ele deixou de advogar a uns vinte e dois anos atrás e eu nunca mais pisei em um escritório. Vejam só, me tornei advogado, eu e meu amigo, sem dinheiro, sem muitos clientes e com alguma expectativa de receber algum crédito, brigamos discutimos e perdemos a razão. Nos evitamos por dias, mas depois estávamos novamente em uma sexta feira, discutindo.
escrever.estorias: Por falar em contar estórias
escrever.estorias: Por falar em contar estórias: "(Thirteen 13) Homens muito ricos e poderosos, apostas e um jogo macabro, homens são números, suas chances diminuem a cada rodada. A sorte es..."
sábado, 22 de janeiro de 2011
Por falar em contar estórias
(Thirteen 13) Homens muito ricos e poderosos, apostas e um jogo macabro, homens são números, suas chances diminuem a cada rodada. A sorte esta jogada, suas vidas parecem já ter terminado mas o jogo apenas começa para Vincente, o jovem eletricistas (Sam Riley), com toda uma vida pela frente, ironicamente seduzido pela sorte de um viciado que morre de overdose, desesperado acaba neste jogo, onde sobreviver não é o único premio. Jason Statham, 50º Cent, Ray Winstone, Ray Liotta e Mickey Rourcke fazem parte do elenco deste filme. Não conheço ainda o filme original “Tizamet” filme Frances 2005 vencedor do festival de Sundance.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Falando em contar estórias!
“Minha Cama de Zinco” Atração, tentação. Vicio. Um escritor, repórter e alcoólatra, Paul (Paddy Considine) membro de Alcoólicos Anônimos. Seu conceito de recuperação, bem como a tentadora possibilidade de cura de sua adicção, são colocados a prova. Seu novo empregador, um bilionário, Victor (Jonathan Pryce) com uma visão controversa de obsessão e controle, influencia e atiça o egocentrismo deste jornalista que a cada segundo é tomado pela confusão criada dentro de si. É bem demonstrado ao longo deste filme dois posicionamentos em relação ao vicio. O primeiro o de AA, que difunde o alcoolismos como uma doença que não se conhece a cura, justamente por não existir é que a abstinência total desta droga faz parte do programa de 12 passos de AA. Já Victor, um bebedor contumaz, claramente dotado de uma personalidade controladora, mas não tirana, consegue convencer sua esposa Elza (Uma Thurman) a também alcoólatra, sobre seu entendimento, de ser possível controlar o uso do álcool a níveis sociais e de se levar uma vida mais “normal” justamente a vida deste bilionário.
Soma-se a esta estória, a paixão doentia do escritor pela esposa deste bilionário a russa Elza (Uma Thurman), que é também alcoólatra. O triangulo amoroso, corre o risco apenas de não ser descoberto, embora no seu intimo acredita já ter sido descoberto. O que é interessante, pois realça a culpa, característica deste escritor atormentado e do próprio filme.
São intensos os sentimentos dos obsessivos, o que fica evidente. Mas a intensidade demonstrada neste espaço de tempo é cansativo, vale apena encarar, para que se entenda a confusão emocional de viciados. No mais, é uma estória de amor e de outros sentimentos muito intensos.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Ainda nas preliminares
Acho que uma boa forma de começar algo é apresentado-me, embora já tenha exposto algo muito intimo, nem ao menos disse quem sou ou o que faço, apenas disse por que faço.
Meu nome é Andre, tenho vinte e nove anos, vivo no interior do Estado do Paraná. Outras coisas ao meu respeito estarão sempre sujeitas a própria imaginação daqueles que venham a ler os textos publicados neste Blog. É exatamente aquele julgamento intimo que cada um de vocês faz ao ver uma pessoa, neste caso quando conhecem esta pessoa, é que pretendo despertar. Afinal de contas, acredito que a imagem das pessoas são criadas a partir ou por quem as vê, e não pelo intérprete, imaginado ou julgado. Este é também um assunto que quero discutir melhor, após exaustivos confrontos de experiências minhas ou suas.
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