domingo, 19 de dezembro de 2010

Falando em contar estórias!








“Minha Cama de Zinco” Atração, tentação. Vicio. Um escritor, repórter e alcoólatra, Paul (Paddy Considine) membro de Alcoólicos Anônimos. Seu conceito de recuperação, bem como a tentadora possibilidade de cura de sua adicção, são colocados a prova. Seu novo empregador, um bilionário, Victor (Jonathan Pryce) com uma visão controversa de obsessão e controle, influencia e atiça o egocentrismo deste jornalista que a cada segundo é tomado pela confusão criada dentro de si. É bem demonstrado ao longo deste filme dois posicionamentos em relação ao vicio. O primeiro o de AA, que difunde o alcoolismos como uma doença que não se conhece a cura, justamente por não existir é que a abstinência total desta droga faz parte do programa de 12 passos de AA. Já Victor, um bebedor contumaz, claramente dotado de uma personalidade controladora, mas não tirana, consegue convencer sua esposa Elza (Uma Thurman) a também alcoólatra, sobre seu entendimento, de ser possível controlar o uso do álcool a níveis sociais e de se levar uma vida mais “normal” justamente a vida deste bilionário.   
Soma-se a esta estória, a paixão doentia do escritor pela esposa deste bilionário a russa Elza (Uma Thurman), que é também alcoólatra. O triangulo amoroso, corre o risco apenas de não ser descoberto, embora no seu intimo acredita já ter sido descoberto. O que é interessante, pois realça a culpa, característica deste escritor atormentado e do próprio filme.
São intensos os sentimentos dos obsessivos, o que fica evidente. Mas a intensidade demonstrada neste espaço de tempo é cansativo, vale apena encarar, para que se entenda a confusão emocional de viciados. No mais, é uma estória de amor e de outros sentimentos muito intensos.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Ainda nas preliminares

Acho que uma boa forma de começar algo é apresentado-me, embora já tenha exposto algo muito intimo, nem ao menos disse quem sou ou o que faço, apenas disse por que faço. 
Meu nome é Andre, tenho vinte e nove anos, vivo no interior do Estado do Paraná. Outras coisas ao meu respeito estarão sempre sujeitas a própria imaginação daqueles que venham a ler os textos publicados neste Blog. É exatamente aquele julgamento intimo que cada um de vocês faz ao ver uma pessoa,  neste caso quando conhecem esta pessoa, é que pretendo despertar. Afinal de contas, acredito que a imagem das pessoas são criadas a partir ou por quem as vê, e não pelo intérprete, imaginado ou julgado. Este é também  um assunto que quero discutir melhor, após exaustivos confrontos de experiências minhas ou suas.    

sábado, 11 de dezembro de 2010

O inicio


Provavelmente começar qualquer coisa não é tarefa fácil. Na minha experiência pessoal, o começo sempre foi algo penoso. Quando era mais novo, tinha um sensor chamado medo, e ele não me permitia ir muito adiante. Quase sempre parecia ser instransponível esta barreira, entre começar algo, e conseqüentemente realizar alguma coisa. Mas dentro de mim, havia algo que se interessava em acontecimentos, pessoas e coisas. A vida parecia muito complicada, e eu me sentia pequeno demais para o mundo a minha volta. Uma coisa era certa, eu não conseguia ficar parado seja na escola, em minha casa finalmente em meu bairro, a porta para o mundo. Dali em diante, em algum momento este sensor parece ter dado defeito, e assim iniciei minha trajetória de vida, tombos e tropeços são acontecimentos marcantes e mais importantes em minha ainda curta viagem conhecida por vida.
Comecei como começo agora, sem saber no que vai dar, sem saber muito bem o que fazer. Possuo aquela mesma sensação inicial de medo, ainda muito pequeno em relação ao mundo, mas com alguma coragem para conhecê-lo. Buscando uma forma de entendê-lo. Compreendo apenas que estou com ele de alguma forma conectado desde meu nascimento, eu faço parte dele e ele de mim.
A algum tempo as coisas pareciam seguir como em um trilho de trem, com objetivo bem definido, seguindo um rumo certo. Mas isso não veio gratuitamente em minha vida. Em algum momento no passado, este trilho acabou e meu rumo foi diretamente ao fundo do posso físico e emocional, uma viagem que normalmente só se compra a passagem de ida.
Antes de cada investida em uma ação diferente, me lembro de parar e pensar, por incrível que pareça, minhas atitudes nunca foram fruto de uma atitude impulsiva. Pensava como seria a resposta daquela pessoa antiga, que vivia conforme os trilhos me levassem, e assim, fazia exatamente o contrario. Não procurava chamar a atenção das pessoas, procurava sim, a sensação que o diferente, o reverso, podia proporcionar. O errado tinha um saber diferente, era intenso. O que antes era busca de liberdade, após algum tempo, se tornou uma prisão, o que buscava, me prendia, passou a sufocar até quase matar, tudo era igual, dor e os dias. Na realidade os dias eram prisões de sensações, já não davam prazer. Era duro acordar e lembrar que só tinha feito uma coisa, e precisava fazer tudo de novo. Mas nem sempre era possível e então era mais dor e começar mais uma outra dor, como sustentar aquele vicio?