“Minha Cama de Zinco” Atração, tentação. Vicio. Um escritor, repórter e alcoólatra, Paul (Paddy Considine) membro de Alcoólicos Anônimos. Seu conceito de recuperação, bem como a tentadora possibilidade de cura de sua adicção, são colocados a prova. Seu novo empregador, um bilionário, Victor (Jonathan Pryce) com uma visão controversa de obsessão e controle, influencia e atiça o egocentrismo deste jornalista que a cada segundo é tomado pela confusão criada dentro de si. É bem demonstrado ao longo deste filme dois posicionamentos em relação ao vicio. O primeiro o de AA, que difunde o alcoolismos como uma doença que não se conhece a cura, justamente por não existir é que a abstinência total desta droga faz parte do programa de 12 passos de AA. Já Victor, um bebedor contumaz, claramente dotado de uma personalidade controladora, mas não tirana, consegue convencer sua esposa Elza (Uma Thurman) a também alcoólatra, sobre seu entendimento, de ser possível controlar o uso do álcool a níveis sociais e de se levar uma vida mais “normal” justamente a vida deste bilionário.
Soma-se a esta estória, a paixão doentia do escritor pela esposa deste bilionário a russa Elza (Uma Thurman), que é também alcoólatra. O triangulo amoroso, corre o risco apenas de não ser descoberto, embora no seu intimo acredita já ter sido descoberto. O que é interessante, pois realça a culpa, característica deste escritor atormentado e do próprio filme.
São intensos os sentimentos dos obsessivos, o que fica evidente. Mas a intensidade demonstrada neste espaço de tempo é cansativo, vale apena encarar, para que se entenda a confusão emocional de viciados. No mais, é uma estória de amor e de outros sentimentos muito intensos.

